Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Grécia • Ilhas Gregas

Mikonos
Foto: Mikonos

Mikonos é a mais badalada e já serviu de cenário para muitos filmes e romances. Bem recentemente para uma novela da Globo, o que motivou a ida de um número enorme de turistas brasileiros e esgotou os guias da Grécia nas livrarias. Foi nosso primeiro destino.

Desembarcamos ao meio dia e foi uma hora bastante favorável porque as ruas ainda não estavam muito cheias e nós bastante descansados. Perambulamos pelo emaranhado de ruelas, admirando as casas brancas em forma de cubos, entrando numa lojinha aqui, outra ali, sempre exibindo artigos atraentes, e bisbilhotamos as inúmeras galerias de arte. Chegamos a uma praça em frente ao mar (Praça Alefkandra) e de lá tivemos uma bela vista da “Pequena Veneza”, assim conhecida por causa de suas construções com arcadas, lembrando as desta cidade italiana, sob cujo domínio Mikonos esteve até o ano de 1615. Entrei na igrejinha da praça, a única católica na ilha, e admirei o ícone acima do altar. Subimos uma ladeira que nos levou aos cinco moinhos enfileirados, os mais decorativos de Mikonos e, lógico, tiramos fotos. Bateu a fome! Não tivemos dificuldade para encontrar restaurante. Havia um ali mesmo, com amplo terraço debruçado sobre o mar. Escolhemos uma boa mesa e provamos o peixe delicioso daqueles mares.

Após o almoço, voltamos ao navio para descansar um pouco (vantagem de estar num cruzeiro e ter nosso hotel flutuante ali pertinho). Se não houvesse esta possibilidade íamos ficar exaustos pois o Perla ficou no porto até bem tarde. O descanso se reduziu a 40 minutos, não queria perder tempo.
No final da tarde pegamos um ônibus e fomos conhecer algumas praias. As melhores encontram-se ao longo da costa sul. Saltamos em Platys Giálos, considerada uma das mais chiques entre as familiares – o mar é lindo, por causa da cor, mas a areia é escura. Mesmo sistema do Brasil: restaurantes e bares na beira, marcando o espaço na areia, onde se encontram barracas de sapê e cadeiras para os banhistas. Arrisquei molhar o pé na água, mas estava gelada e desisti de tomar um banho-de-mar no Mediterrâneo. Depois me arrependi. 
As famosas praias de nudismo ficam no sudeste da ilha e são muito requisitadas.
Quando voltamos, a cidade estava repleta de turistas, os restaurantes lotados, todo mundo esperando o pôr-do-sol. Nos reunimos a eles e sentamos na murada até escurecer.

O jantar foi numa taberna na Pequena Veneza e aí foi a vez de provarmos a comida típica. Aprovei.
Ficamos na ilha até a hora do último embarque e não me satisfiz. Queria mais...

O que ficou na minha mente dessa passagem tão rápida por Mikonos?
As construções branquinhas, as buganvílias vermelhas criando o realce; as igrejas, também brancas, cúpulas azuis arredondadas; os cinco moinhos enfileirados, cartão postal da ilha; o pôr-do-sol estonteante.
Fiz a mesma pergunta ao Cardoso e sua resposta foi: branco, branco, branco – e os moinhos.
E acrescentou: A liberdade é branca e Mikonos, também...

Copyright © 2007 • Myrthes Lima • Todos os direitos reservados • Dicas Culturais RioNossaDica