Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Barcelona

(de 12 a 16/10/2004)

Montjuïc
O lugar de Barcelona como cidade-vitrine confirmou-se na Feira Internacional de 1929 em Montjuïc.
A colina de Montjuïc tem 213m de altura e se ergue sobre o porto comercial no sul da cidade. Essa área se transformou completamente ao ser escolhida como local para a Feira. Foi construída uma imponente avenida, a Avinguda de la Reina María Cristina que, ladeada por enormes salões de exposições, leva até a Plaça d’Espanya, onde se erguem dois campanários inspirados nos da Praça de São Marcos em Veneza. No meio da avenida fica a Font Màgica, à vezes iluminada com luzes coloridas. Pena que não tivemos a oportunidade de ir lá à noite, pois deve ser um espetáculo. Apreciamos esse conjunto do alto e tiramos uma ótima foto. Faltou tempo e pernas para ver de perto! Prosseguimos nossa caminhada e chegamos ao Pavelló Mies van der Rohe, uma obra característica da época, que reflete a filosofia “less is more” própria do arquiteto alemão. Foi por ele projetada para representar seu país na Exposição. Achei a construção, em mármore, vidro e aço, muito elegante, mas não entramos. O tíquete era muito caro e, de fora mesmo, admiramos a bela escultura “Manhã”. Do outro lado da rua está a Fundació Joan Miró, mas deixamos para visitar depois. Bem na parada do ônibus turístico fica a CaixaForum. Não sabíamos o que era, mas fomos atraídos pela originalidade do prédio e pelos cartazes de duas exposições. Visitamos ambas e gostei muito dos trabalhos do artista mexicano Jorge Pardo. Ele fez o projeto para um salão onde estão expostas obras de importantes artistas contemporâneos. As paredes são todas revestidas de tecido vermelho e espalhadas pela sala estão penduradas algumas enormes luminárias, também em tons de vermelho, extremamente decorativas. Surpreendente! Descobri que a CaixaForum é um centro social e cultural. Está instalado numa antiga fábrica textil construída em 1911 pelo arquiteto modernista Puig i Cadafalch, recentemente restaurada. Aí deu para entender a originalidade da construção.
Mais acima fica o majestoso Palau Nacional, principal edifício da Feira, que atualmente abriga o Museu Nacional d’Art de Catalunya. Uma visita a esse museu é imprescindível para quem gosta de arte, especialmente arte românica.

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