Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Barcelona

Casa Battló

Foto: Casa Battló

(de 12 a 16/10/2004)

Modernisme e Gaudí
Foi nessa época que o estilo conhecido como Modernisme floresceu. Esse movimento é contemporâneo e semelhante aos conhecidos Art Nouveau da França, Modern Style da Inglaterra e Jungendstil da Alemanha e Áustria, onde tive a aportunidade de conhecer as obras dos arquitetos austríacos e do pintor Gustav Klimt.
Na Catalunha, tomou uma personalidade própria, uma característica única, em muitos aspectos vanguardista.
Sem dúvida alguma, o arquiteto que mais se destacou foi Antoni Gaudí, mas houve outros igualmente representativos. Confortavelmente sentados no deque do ônibus turístico, num dia de sol mas de brisa fresca, tivemos nosso primeiro contato com as obras desses arquitetos. Logo no primeiro quarteirão do Passeig de Gràcia, nosso olhar foi atraído por algumas construções fantásticas. Magnetisados, começamos a fotografar, imitando ou imitados por todos os outros turistas. Aí estão quatro das mais famosas casas modernistas: no n° 35 a Casa Lleó Morera, de Lluís Domènech i Montaner; a Casa Battló, de Antoni Gaudí; (Illa de la Discordia) Dois quarteirões adiante, a Casa Milá, também do Gaudí, cujo ondulado da fachada nos remete ao mar. Genial! Já tinha ouvido falar muito sobre essas obras e visto fotos, meu antigo professor de História da Arte era grande apreciador de Gaudí e Cia., mas o impacto que se sente admirando-as ao vivo é indesctritível. São realmente espetaculares, tanto na planta como nos elementos decorativos.
Posso entender que haja muita gente que não gosta do trabalho desses arquitetos, porque foge a tudo que é convencional, dentro dos padrões. Eu própria, antes, fazia certas restrições. Mas ao vê-las me rendi. Ante a criatividade, a imaginação, a audácia. Também, ante o profundo conhecimento de formas e cores desses artistas modernistas, que tornaram possível uma solução final tão extravagante, mas ao mesmo tempo de visual tão requintado.
No dia seguinte, seguindo a Rota Vermelha, outro impacto ao avistarmos a Catedral da Sagrada Família. Essa construção, a qual Gaudí dedicou 40 anos de sua vida, ainda se encontra inacabada. Projetada para ter três fachadas e dezoito torres, por ocasião da morte do arquiteto somente três torres e a primeira fachada estavam terminadas. Atualmente duas fachadas e oito torres estão concluídas e há uma grande controvérsia sobre a conveniência de terminar a catedral seguindo a idéia original de Gaudí. No entanto, os trabalhos não foram suspensos e ao lado das torres da catedral se erguem as altíssimas estruturas de aço da obra. Impressionante!

Park Güell
Park Güell

Na parada seguinte mais Gaudí. Saltamos para visitar o Park Güell, um delírio. Passeamos pelas alamedas admirando “algumas das criações mais coloridas do explosivo Gaudí”e subimos a escada dupla que dá acesso à Sala das Cem Colunas. Sentamos para descansar no imenso banco curvo que delimita o terraço superior, todo decorado com mosaico de cacos de cerâmica em cores e tamanhos diversos formando uma gigantesca colagem abstrata. O uso dos materiais e as formas e cores aí empregadas fazem com que Gaudí seja considerado um precursor habilidoso de uma arte que ainda não existia – a Pop Art. Na descida fiz questão de molhar a mão na água que sai da boca de um imenso dragão e tive que disputar a vez com muitos outros visitantes. Saí de lá meio atordoada, mas satisfeita por ter tido a chance de conhecer um parque tão absolutamente diferente de qualquer outro.

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