Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Cruzeiro pela Ilhas Britânicas

região campestre próxima a Belfast

6º porto – Belfast

24/08/2008 – domingo

Do guia diário do Princess:
Belfast é a capital da Irlanda do Norte, que atualmente faz parte do Reino Unido. Durante décadas, foi palco de terríveis conflitos entre católicos e protestantes. O cessar fogo de 1994 pôs um fim a tantas lutas sangrentas e encorajou a reconstrução da cidade. Goza de privilegiada situação geográfica, entre vales verdejantes e montanhas não muito altas. Estende-se ao longo do Rio Lagan e não muito distante do litoral.
Graças a tudo isso, a graciosa cidade de prédios Georgianos e Eduardianos tornou-se um destino turístico cosmopolita. No passado um centro industrial importante, Belfast é hoje a porta de entrada para a rica e atraente região campestre do Ulster, Antrim e Donegal.

Sendo domingo, ficamos de preguiça na cama e fomos tomar café às 9 horas. Atrapalhou bastante a programação. De acordo com a nossa agente de turismo e confirmado pelo guia do cruzeiro, o passeio mais bonito a se fazer nessa etapa é ao Giant’s Causeway, uma das “maravilhas naturais do mundo” e a atração máxima da Irlanda do Norte. Não podíamos perder!
No porto, tomamos um ônibus de dois andares, cortesia da cidade, para ir até o centro de Belfast. Nos deixou no Welcome Center, onde, por sorte, ainda conseguimos 2 lugares para fazer esse passeio. Preço do tíquete: £15 por pessoa. Achei muito accessível!

O Causeway é um complexo de colunas basálticas hexagonais dispostas juntas como se formassem degraus no mar em direção à Escócia, resultado de uma antiga erupção vulcânica.
Existe uma lenda que diz que o gigante Finn McCool usava o causeway para, andando sobre as pedras e sem molhar os pés, atravessar até a Escócia a fim de visitar sua namorada. Que romântico!
Essa formação fica bem abaixo do local de chegada do ônibus e tivemos de descer uma rampa bem íngreme para chegar lá. Ventava muito e parecia que íamos levantar vôo. Mas conseguimos.

Giant's Causeway
Giant's Causeway

Bem, quando estávamos começando a explorar o causeway, pisando cuidadosamente nas pedras para não escorregar, desabou um toró, forte e frio, que fez todo mundo sair correndo. Cardoso logo entrou na fila de um pequeno ônibus que sobe a rampa pra garantir um lugar. Por pouco ficamos ensopados, o que não seria uma boa. Ameaça de uma gripe...

Ficou terrivelmente prejudicada a tão esperada e bem propagandeada visita à “avenida” do gigante. Nem achei tanta graça assim.
No entanto, o ônibus atravessa uma região campestre deslumbrante. Vimos muitas plantações e imponentes casas de campo. Pareciam até pequenos castelos.
A viagem de volta foi muito demorada e nem deu para retornarmos a Belfast. O ônibus nos levou direto ao porto pois já estava quase na hora da partida do navio e, além de nós, havia vários outros passageiros do cruzeiro nessa excursão.
Fiquei duplamente frustrada. Não exploramos o causeway nem chegamos a visitar Belfast.   

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