Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Cruzeiro pela Ilhas Britânicas

Castelo de Edimburgo

Castelo de Edimburgo

27/08/2008 –4ª feira
8º porto – South Queensferry

Do guia diário do Princess:
South Queensferry é a porta de entrada para Edimburgo, o coração político, comercial e cultural da Escócia. Aninhada entre as Highlands e as Border Hills, Edimburgo é uma cidade encantadora que se destaca por seu perfil marcante, seu conjunto arquitetônico impressionante e seus belos parques. Na elegante Cidade Nova, ao longo das ruas se erguem graciosos prédios em estilo Georgiano, muitos projetados pelo famoso arquiteto Robert Adam. Edimburgo tem exercido também intensa influência cultural na Europa e nos países de língua inglesa. O Festival Internacional é um dos eventos culturais mais importantes da Europa há mais de meio século. Entre aqueles que consideram a cidade seu lar estão os escritores Robert Burns, James Boswell e Sir Walter Scott. Entre os filósofos, Adam Smith e David Hume. Passear pelas ruas de Edimburgo é ter contato com uma das grandes cidades do mundo.
Embora os escoceses nem sempre se entendam bem com seus primos irlandeses, os dois grupos representam os elementos sobreviventes mais expressivos da antiga cultura dos Celtas, que em tempos passados floresceu na maior parte da Europa. Edimburgo exibe ricos elementos dessa cultura antiga, assim como do Reino Medieval dos Scots.

O porto fica mais ou menos a 20 minutos do centro de Edimburgo. Não reservamos nenhuma excursão do navio. Queríamos mesmo era rever a cidade onde 16 anos antes passamos alguns dias inesquecíveis e que tanto nos impressionou.
O navio não fica atracado no cais. Precisa-se de tenders para chegar em terra firme. Mas foi tudo fácil, sem fila, porque demos um tempo para o pessoal das excursões desembarcar. Pegamos o tender e no porto logo vimos shuttles para Edimburgo. O trajeto é agradável e já começamos a curtir.

Engraçado que minhas lembranças dessa cidade, que tanto me marcou, eram esparsas e nem sempre nítidas. Lembrava-me bem do Bed&Breakfast onde nos hospedamos: quarto confortável e bem mobiliado, banheiro privativo, e o que logo me agradou, bandeja sobre uma mesinha com saquinhos de chá, biscoitos deliciosos e chaleira elétrica para ferver a água. Chegamos cansados da longa viagem de carro e nos sentimos “welcome”. Lembrava-me bem dos proprietários, um casal jovem e simpático, até mesmo do sobrenome – Urqhart. Sempre amáveis e prestativos.
Outra lembrança nítida, o show de músicas e danças escocesas, pois achei um espetáculo. Nossos hospedeiros nos levaram até o local e nos indicaram o ônibus para tomar na volta. Lembrava-me que o motorista passou do ponto onde tínhamos que saltar. Quando percebeu, voltou, para nos deixar na porta. Sem comentários...
Lembrava-me do Castelo, marco de Edimburgo, que do alto domina a cidade, mas não do interior, embora tivéssemos feito a visita, imperdível para quem permanecer alguns dias na cidade.
A visita ao The Scotch Whisky Visitor Experience, essa não me esqueci, nem podia, apreciadora da bebida como sou, e à Camera Obscura, pois achei uma curtição admirar as vistas da histórica Edimburgo pelo sistema ótico instalado no alto da Outlook Tower. Me apaixonei pela mágica da experiência.
Mas não me lembrava do centro. Na minha memória ficou registrada a imponência e a beleza da cidade, mas faltavam os detalhes. Estava, pois, ansiosa para conferir.

Fomos direto para Princes Street, a rua mais movimentada e popular, considerada uma das mais cênicas do mundo. Por quê? De um lado comércio de alto nível, do outro, um pouco abaixo, extenso e florido jardim, ao fundo o Castelo e as edificações medievais da Cidade Velha (Old Town). Nos apoiamos no gradil acima do jardim e lá nos quedamos, deslumbrados com o panorama. Fotos e mais fotos. Estão no nosso álbum e agora me ajudam na descrição.
No centro do jardim ergue-se o Scott Monument. É um monumento em estilo gótico vitoriano dedicado ao escritor escocês Sir Walter Scott, considerado um dos marcos da cidade por sua altura (quatro andares) e grandiosidade.

Monumento a Sir Walter Scott
Monumento a Sir Walter Scott

Passado o assombro fomos ver as lojas. Fiquei um pouco desapontada porque embora sofisticadas, super bem instaladas, são as mesmas de todas as cidades européias, também americanas. Falta uma característica local. No entanto, muito convenientes. Na Boot’s, essa filial maior e mais bem sortida do que as de Londres, na seção de fotografia compramos uma memória mais possante para a câmera e passamos as fotos tiradas até então para um CD. Operação rápida e rasteira. E, também, muito atraentes, pois as vitrines expunham roupas chiquérrimas. E é sempre um prazer olhar as modas do outro lado do mundo, embora a gente saiba que nem tudo dá pra usar deste.

Princes Gardens - ao fundo edifícios da Cidade Velha
Princes Gardens - ao fundo edifícios da Cidade Velha

Depois de correr as lojas, atravessamos Princes Gardens, admirando os canteiros de      rosas, passamos pelo Writer’s Museum e chegamos à Cidade Cidade Velha (Old Town), considerada pela UNESCO Patrimônio da Humanidade. A planta medieval foi preservada assim como muitos edifícios da época. O Castelo domina uma das extremidades. A artéria principal é a Royal Mile, onde se encontram importantes edifícios públicos, mercados, lojas de suvenires e cashmere. Me lembrava que lá tinha comprado algumas lembranças muito interessantes, inclusive gravuras escocesas para nós e queria repetir. Mas havia muita gente na rua, confusão, além de um bando de turistas. Numa parte, muitas pessoas ao longo de um cordão de isolamento esperavam algo. Perguntei a alguém, era a chegada dos atletas olímpicos.
Infelizmente não havia tempo para procurar o que eu queria. Só deu mesmo para comprar cashmere e visitar a bela Catedral de St. Giles, cujos vitrais coloridos são muito lindos.

Bateu a fome e decidimos almoçar. Num pub, pra não perder a tradição. Típico e aconchegante. Boa comida e serviço atencioso.
Após o almoço, visita à National Gallery. Que sorte a minha, admiradora dos impressionistas: a exposição de verão era Impressionism&Scotland! Embora rápida, a visita foi maravilhosa. Aprendi muito sobre o Impressionismo na Escócia, de que nem tinha ouvido falar, e gostei dos pintores escoceses.

pub onde almocamos exterior
Pub onde almoçamos

Já era hora de retornar ao navio. Com muita pena demos bye-bye à bela cidade e pegamos novamente o shuttle para voltar ao porto. Essa ida de apenas um dia a Edimburgo só confirmou o que sempre sinto. O tempo não foi suficiente embora já conhecêssemos a cidade. Nem deu para voltarmos ao Castelo. Só vimos de longe...
Uma sugestão para quem não conhece Edimburgo, ou mesmo para quem gostaria de rever, é fazer a visita no mês de agosto, quando acontece o Tattoo, themost spectacular show in the world”. Infelizmente nesse cruzeiro não deu para nós assistirmos, estávamos num porto muito distante,  mas pretendo acatar a sugestão ainda este ano.  

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