Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Istambul - A história

Foto: Interior da Mesquita Azul - Istambul

A história
Há indícios de que Istambul tenha sido fundada no ano de 667 a.C. por um tal de Byzas, que vivia na populosa Atenas. Ele chegou ao lado europeu do Bósforo com um grupo de gregos e, se encantando com o lugar, lá estabeleceu uma colônia, que em sua homenagem recebeu o nome de Bizâncio. Graças aos esforços de seus habitantes, tornou-se uma cidade-estado independente (polis), colocando-se entre as 40 mais importantes da Grécia Antiga. No entanto, apesar de toda a luta para manter sua independência, acabou sob o domínio do poderoso Império Romano.
Quando Constantino, o Grande, tornou-se o único governante desse império, foi aconselhado por seus assessores a transferir a capital de Roma para Bizâncio, devido à sua localização estratégica. Lá se instalou e tratou de expandir e embelezar a cidade que, muito compreensivelmente, recebeu o nome de “Nova Roma”. O nome não pegou. Era popularmente conhecida como Constantinopla, quer dizer, a cidade de Constantino.
Um de seus sucessores, Teodósio I, dividiu o império entre seus dois filhos. Quando o Império Ocidental, de língua latina, sucumbiu aos exércitos bárbaros, no século V, o Império Oriental, de língua grega, sobreviveu com o nome de Império Bizantino, sendo Constantinopla a sua capital.
Contudo, foi durante o reinado de Justiniano, outro grande e talentoso imperador, que Constantinopla atingiu seu esplendor máximo, tanto em relação à arquitetura e às artes como à cultura e conhecimento. É obra de Justiniano boa parte dos monumentos da cidade, como a basílica de Santa Sofia, Haghia Eirene e partes do Grande Palácio, onde se encontravam os aposentos reais e os salões do governo.
O Império Bizantino nunca mais recuperou o esplendor do reinado de Justiniano, mas durante todo o primeiro milênio se manteve rico e poderoso e sua capital, como não podia deixar de ser, ambicionada por eslavos, árabes, búlgaros, persas e russos, que constantemente faziam investidas para conquistá-la.. Mas nenhum desses povos teve sucesso por causa da proteção das muralhas e montanhas. Além disso, os mares ao redor eram controlados pela prestigiosa marinha da cidade.
Mas as coisas mudam e todos os grandes impérios chegam ao seu fim. Com o correr dos anos o Império Bizantino foi se enfraquecendo e o Estado Otomano se fortalecendo até que, em maio de 1453, o exército de um poderoso sultão, Mehmet II, abriu com um canhão um enorme buraco nas muralhas da cidade, que se acreditava invencível, e invadiu-a. A primeira tarefa de Mehmet foi reconstruir a cidade arrasada que mais tarde se chamaria Istambul. O Grande Bazar e o palácio Topkapi foram partes dessas construções, assim como muitas mesquitas. Gente de todo o Império Otomano se mudou para Istambul, onde judeus, cristãos e muçulmanos conviviam em uma sociedade cosmopolita.

Durante quase cinco séculos a Turquia foi governada pelos sultões, até que em 1923 tornou-se uma República. O responsável por esta mudança política foi um homem chamado Mustafa Kemal, adorado e conhecido pelo povo como Ataturk, que quer dizer “Pai dos Turcos”. Em 1924 o último sultão foi exilado. O governo passou a ser laico e às mulheres foi permitido abandonar o uso dos panos e votar. Pouco a pouco as mais jovens foram se modernizando, aprimorando seus estudos e entrando no mercado de trabalho. De acordo com Meltem, nossa guia, as mulheres hoje precisam trabalhar fora pois a vida é dura no país. Nas escolas e universidades públicas as meninas e jovens são proibidas de usar o véu. No entanto, a maioria das mulheres mais velhas mantém a tradição e os mais conservadores não estão satisfeitos com as mudanças.

Torna-se difícil, em poucas palavras e sem entrar em muitos detalhes, dar uma idéia da situação política e religiosa da Turquia, pois a história é tumultuada, marcada por invasões, guerras, derrotas e conquistas e até agora não consegui entender muito bem tudo o que lá aconteceu. Apesar desse passado turbulento, seu centro histórico encanta e impressiona muitos turistas devido à riquíssima variedade cultural e artística, testemunha dos diferentes povos e culturas que por lá passaram.

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