Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Istambul - Mesquita Azul

Foto: Mesquita Azul

Mesquita Azul – Esta visita foi mais rápida do
que à Santa Sofia e, para mim, menos impactante, porque toda a minha expectativa
se direcionava aos mosaicos bizantinos e admirá-los representou a realização de um sonho. No entanto, é impossível não se maravilhar também com a Mesquita do Sultahnamet, que é a maior e mais esplêndida
de Istambul. A luxuosa decoração do seu interior tem uma profusão de azulejos do auge da produção de Iznik, cidade onde se concentravam as cerâmicas mais famosas da Turquia e que teve seu apogeu nos séculos XVI e XVII, quando foi construída a mesquita. Foram utilizados mais de 20.000 azulejos e os desenhos mais utilizados são folhas, tulipas, rosas, jacintos, cravos, romãs, uvas e padrões geométricos.
A guia aproveitou a oportunidade para nos informar que a tulipa é a flor nacional do país e, para surpresa nossa, originária da Turquia, de onde foi levada para a Holanda. O piso é todo coberto por tapetes, pois no mundo muçulmano
a oração é feita no chão. Até a bem pouco tempo eram tapetes preciosos, feitos à mão. Recentemente foram substituídos por tapetes de fábrica, mas são muito bonitos.
Dá até pena de pisar...  Os bancos de madeira são para deixar os sapatos quando não há lugar nas prateleiras exteriores. Os homens rezam no salão e as galerias nos lados da mesquita são usadas pelas mulheres.
Terminada a visita, atravessamos o espaçoso pátio, onde tivemos a ocasião de observar várias pessoas fazendo as abluções nas torneiras que aí se encontram: fiéis se preparando para as orações. Vista do pátio abaixo, a “cascata” de cúpulas e semicúpulas forma uma cena elegante, inesperada pelas suas dimensões.
Me rendi à tranqüila imponência da Mesquita Azul e fiquei até mesmo emocionada quando à noite vislumbrei os minaretes iluminados, em torno dos quais as gaivotas executavam um insólito balé.

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