Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Istambul - Basílica de Santa Sofia

Foto: Basílica de Santa Sofia

Basílica de Santa Sofia – Haghia Sofya
ou Aya Sofia Essa basílica da Sabedoria Sagrada (sofia em grego quer dizer sabedoria) é um dos maioresfeitos arquitetônicos do mundo.
É testemunho da sofisticação da capital bizantina no século VI e teve influência decisiva na arquitetura dos séculos seguintes.
Esse imenso edifício foi construído sobre duas antigas igrejas e inaugurado pelo imperador Justiniano em 547, tendo sido usado como igreja durante 916 anos. No século 15, após a conquista de Istambul, os otomanos a converteram em mesquita e adicionaram minaretes, túmulos e fontes. Tudo impressiona no interior: a amplidão do espaço, a majestade da cúpula, a mescla das obras de arte, representativas dos períodos bizantino e otomano, mas para mim o ponto alto
são os mosaicos bizantinos. Foram elaborados
a partir do século IX e estão entre as obras de arte mais valiosas do mundo.
A guia nos informou que esses preciosos mosaicos foram cobertos com uma fina camada de cal quando a basílica se tornou uma mesquita, onde figuras de santos não podiam ser exibidas. Com a instauração da República na Turquia e a mudança para um governo laico, Santa Sofia foi transformada em museu e iniciada a restauração de suas obras de arte, inclusive a remoção da camada de tinta cobrindo os mosaicos. Este trabalho vem se processando lentamente, uma vez que o governo destina pouco dinheiro para a restauração, mas mesmo assim já se podem admirar vários mosaicos.
Meltem chamou nossa atenção para os oito enormes medalhões caligráficos em escrita árabe colocados nas paredes laterais e nos cantos, que exibem os nomes dos líderes do Islã. Esses escudos redondos de madeira são considerados como alguns dos maiores exemplos de caligrafia do mundo islâmico. Atraíram meu olhar assim que entrei na nave
e senti como se estivesse penetrando nessa outra realidade, que é, sem dúvida, a realidade de Istambul e do país. No lugar do altar está o mihrab, nicho na parede que aponta a direção de Meca. À esquerda o camarote do sultão e à direita um púlpito de onde o Iman faz a pregação às sextas-feiras. São peças artísticas ricamente elaboradas e o mihrab tem detalhes em ouro. Observei essa mesma disposição nas outras mesquitas que visitamos. Na nave à direita
situa-se a biblioteca, revestida
com azulejos de Iznic, os mais famosos da Turquia, uma outra obra de arte, que foi transferida do palácio dos sultões no século XVIII.
Embora a guia nos tivesse informado que havia outros painéis de mosaico nas galerias superiores, não subimos. Havia muitas atrações no programa do dia. Logo, logo fiz meus planos de voltar para rever tudo, ver o que não foi visto e fotografar. Eu sou assim, preciso de tempo para absorver o belo e, também, fazer minhas anotações. Saímos pela porta lateral.
Acima dessa porta está o painel de mosaico mais bem preservado. Representa a Virgem Maria sentada num trono com o Menino Jesus
no colo, o Imperador Constantino à direita e o Imperador Justiniano à esquerda. Nas mãos de Constantino, o Grande, o modelo da cidade e nas de Justiniano, o modelo da igreja. Ambos os imperadores dedicam com orgulho as suas obras à Virgem Maria e a Jesus Cristo. 

Em turco, a palavra para “santa” é aghia e em Istambul a Basílica/Mesquita/Museu é conhecida como Aghia Sofia. Está localizada no mesmo bairro e bem próxima a outro edifício famoso, a Mesquita de Sultanahmet. É só atravessar uma ampla praça, com belas fontes e canteiros floridos. Um conjunto fascinante! Fiquei encantada com os amores-perfeitos coloridos e fiz questão de tirar várias fotos.
Embora as duas mesquitas sejam igualmente grandiosas, possuem características próprias que as diferenciam. O exterior de Santa Sofia é em tons de terracota, o que lhe dá uma aparência rosada, e a Mesquita de Sultanahmet é cercada por seis minaretes. No interior também as diferenças são marcantes. Em Santa Sofia se destacam os mosaicos enquanto que a outra é toda revestida de azulejos belíssimos, com predominância da cor azul, o que faz com que seja conhecida como Mesquita Azul. Sendo um templo religioso, para visitá-la é necessário tirar os sapatos. Não é permitido entrar com roupas curtas, nada de short ou bermuda, nem ombros descobertos. Deve-se observar silêncio no interior e respeitar os horários de oração.

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