Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

Buenos Aires

Floralis  Generica

Foto: Floralis Generica

Nossa ida para Buenos Aires estava marcada para o dia 13 de junho, mas uns dias antes o vulcão chileno Puyehue entrou em erupção e a emissão de cinzas na atmosfera da América do Sul prejudicou os voos em toda a região. Como não havia uma informação precisa em relação à saída do nosso, fomos para o aeroporto. Chegando lá, deu logo para notar que os aviões não estavam decolando. O terminal estava vazio. Que decepção!
Fomos ao balcão da TAM, mas só havia lugar nos aviões do dia 19 em diante. Tínhamos dois concertos imperdíveis, já reservados e pagos, nos dias 22 e 23. Logo, só dava para marcar a saída do Rio no dia 24, com volta no dia 29. Foi o que fizemos.
No entanto, voltei para casa muito frustrada. Depois de tanto trabalho para arrumar tudo e, também, toda a expectativa da viagem, é bem desagradável não partir e ainda, devido às circunstâncias, esperar mais de dez dias.
Mas não havia outro jeito e no dia seguinte já tinha me recuperado. Providenciamos a transferência da reserva do hotel, do seguro de saúde e do transfer.

24/06/2011 – 6ª feira
Com mais de dez dias de atraso, conseguimos partir.
Muita turbulência durante o voo, que já saiu depois do horário. Logo no início, quando as comissárias estavam servindo o jantar, veio o aviso: "Passageiros e tripulação, voltem a seus assentos e afivelem os cintos." As duas moças saíram correndo, interrompendo o serviço, e custaram a retornar. E assim foi durante toda a viagem, bastante socada. Pouso socado, também. Mas o importante é que conseguimos chegar ao nosso destino.
Depois ficamos sabendo que o nosso voo foi o único a sair naquele dia. As cinzas voltaram a se manifestar e causar transtornos.
Tínhamos pedido um transfer. O motorista e uma guia, Paola, nos esperavam no saguão. Muito conveniente!
Chegando ao hotel, Paola nos deu um programa de passeios e shows e se ofereceu para fazer as reservas do que nos interessasse e nos ajudar com o que fosse necessário.

Hotel Loi Suítes Recoleta, indicado pela minha Consuelo. Suíte Junior, espaçosa e muito confortável.
Já era tarde e pedimos serviço de quarto: chocolate quente para os dois, um sanduíche para o Cardoso, meu marido, medialuna com presunto e queijo para mim. O sanduiche era enorme, mas a medialuna foi a conta certa.
Temperatura na chegada: 13 graus.

25/06/2011 – sábado
Café da manhã no hotel: farto e tudo delicioso. Servido num jardim de inverno muito agradável. Detalhe: embora todo envidraçado, tem várias árvores e muitos passarinhos.
O tempo estava fechado e logo nos avisaram que a temperatura havia caído muito. O termômetro marcava 1 grau. Fizemos a besteira de ir do lado de fora sem nos agasalharmos bem e, mais tarde, Cardoso sentiu os efeitos – se resfriou.
Mas ainda aproveitamos a manhã e, já bem agasalhados, passeamos pela Recoleta. Passamos pela frente do cemitério, entramos na igreja ao lado - Nuestra Señora Del Pilar – que foi inaugurada em 1732 pelos monges franciscanos recolhidos. Daí o nome Recoleta. A fachada é toda branca, em estilo colonial, muito graciosa. Se destaca no conjunto. Entramos, mas não pudemos percorrer o interior, que me pareceu bastante rico, porque estava sendo celebrada uma missa. Ao lado fica o Buenos Aires Design, onde se encontram várias lojas especializadas em design e decoração. Demos uma olhada rápida e entramos numa – Morph - que me atraiu pela variedade e originalidade dos objetos expostos. Aproveitei para comprar algumas lembranças e coisinhas para a cozinha. Mais adiante, está o Centro Cultural Recoleta, onde se encontram salas de exposições, cinema e teatro. Vale a pena explorar com calma esse conjunto, inclusive visitar o cemitério, como várias pessoas me recomendaram, mas o que acabei não fazendo. Continuamos nossa caminhada e, seguindo pela Av. Del Libertador, chegamos ao Pateo Bullrich, um shopping muito luxuoso, que já conhecíamos, mas que é sempre bom revisitar. Não é o melhor caminho. As ruas mais bonitas dessa parte do bairro são Posadas e Av. Alvear. Anotei para a próxima caminhada. Volta rápida pelo shopping, pois queria ir a Palermo Soho e almoçar lá.
Melhor opção para ir a Palermo Soho – taxi para a Plaza Cortázar, que é o ponto central do bairro.

Almoço no Maleva.
Tínhamos algumas sugestões de restaurantes, mas já era tarde e escolhemos um ali mesmo na praça, na sorte. Gostamos do aspecto. Estava cheio. Clientela variada e pouco convencional, a maioria, portenhos, mas numa mesa grande, um grupo de brasileiros. Barulhentos, falando alto, só comentando e mostrando compras. Aliás, esbarramos em brasileiros todo o tempo. Buenos Aires estava invadida. Cardápio também variado. Nos decidimos pela ravióli de lagosta e estava muito bem preparada. Tomei minha taça de vinho e Cardoso me imitou. Preferiu à cerveja.
Demos uma volta rápida, mas achei as ruas em torno da praça muito atraentes, com bom comércio e bastante movimentadas nessa tarde de sábado. Completamente diferente do que vimos quando estivemos aqui em dezembro durante um cruzeiro. Não consigo entender aonde tínhamos ido parar...

Palermo Soho, de que tanto tinha ouvido falar e elogiar, como sendo um bairro charmoso e cheio de lojas boas e restaurantes badalados, se espalha em volta da Plaza Cortázar. O comércio melhor e os bons restaurantes se concentram em alguns quarteirões:
Av.Honduras nas cercanias da Plaza Cortázar (tb. chamada de Plaza Serrano), El Salvador e Gorriti cortadas pelas ruas Malábia, Armênia, Gurruchaga, Serrano e Thames.

Noite – lanche no hotel, pois à noite estava gelado.
Servido no jardim de inverno, mais simpático do que o próprio restaurante.

26/06 – domingo
Contatei a Paola e marquei um city tour para a tarde. Dada a baixa temperatura, achei mais conveniente do que ficar andando pela rua.
manhã – Andei à beça pela Recoleta, pelas melhores ruas, Alvear e Posadas, e suas transversais, admirando as vitrines luxuosas, que expõem roupas, sapatos, bolsas, artigos de couro e também joias e objetos de decoração, tudo de muito bom gosto. Me encantei com um serviço de chá. Um trabalho em inox e pedra, moderno, elegante, muito original. O açucareiro, então, é um charme. Mas os preços... altíssimos. Nas boas lojas e butiques, nada das pechinchas que aqui se diz encontrar na Argentina.
Acho que pra quem vai comprar muito e quer pagar pouco, só mesmo indo aos outlets. Não é programa pra mim. Sou muito indecisa e não tenho paciência... almoço – ligeiro, no La Biela - um daqueles Cafés tradicionais que tanto me agradam. Próximo ao nosso hotel.

Fiquei um pouco decepcionada quando vi que íamos fazer o city tour num ônibus. Pensei que seria num carro, quando muito numa van. Acho que não deixei bem claro quando reservei. O grupo era grande e o guia, embora tentando ser simpático, não era dos mais bem preparados.

Começamos dando uma volta pela Recoleta, pelas ruas que eu já tinha palmilhado. Pontos de interesse:
Plaza Alvear – é o coração da Recoleta.
Avenida Alvear – seis quarteirões – é a mais chique, como havia constatado. Floralis Generica – É uma flor mecânica, enorme. Feita em homenagem à cidade de Buenos Aires, fica na Praça das Nações Unidas. Inaugurada em 13 de abril de 2002. Ela conta com um mecanismo que abre e fecha as pétalas automaticamente, conforme a hora do dia. Esse mesmo mecanismo faz a flor fechar na ocasião de ventos fortes. Achei original e tiramos fotos, mas o guia nos explicou que o mecanismo não está funcionando. A flor não está fechando... Que pena!
Bosque de Palermo – Gramados bem tratados, árvores frondosas. Estavam floridas quando estivemos em BA em dezembro. Atração: o Jardim Japonês.
Nas ruas próximas, mansões luxuosas, que eram residências e agora, na maior parte, são embaixadas.
Entramos no Bairro do Retiro, um bairro nobre, e admiramos a Embaixada do Brasil. Muito bem instalada, num prédio belíssimo.
Av. Nove de Julho – Assim chamada em homenagem à independência da Argentina, que se deu em nove de julho de 1816. Tem 2 km de extensão e corta o centro da cidade.
Praça da República – dois ícones argentinos: o Obelisco, erguido em homenagem ao quarto centenário da fundação de Buenos Aires, e a inconfundível bandeira azul e branca.
Em seguida passamos pelo Teatro Colon, construído em 1908 e recentemente restaurado. É o teatro lírico da cidade, onde se apresentam grandes atrações, tais como óperas e balés. Majestoso!
Avenida Corrientes, a Broadway da América do Sul, de acordo com o guia. Embora um local tradicional, cantado nos tangos, não tem nada a ver com a Broadway nova iorquina.
Plaza de Mayo – saltamos do ônibus e fiquei triste de ver em que estado se encontra essa praça, que é o centro cívico de Buenos Aires. Suja e maltratada, cheia de camelôs.
Foi a primeira vez que sentimos o que de antemão sabíamos: a situação difícil em que se encontra o país. Havia uma manifestação na frente da Casa Rosada e não deu para chegar perto. Eram pessoas portando cartazes e falando alto. Não entendi contra o que estavam protestando.
Entramos na Catedral Metropolitana, que foi reconstruída diversas vezes. O prédio atual apresenta uma mistura de estilos arquitetônicos. A fachada é neoclássica, do século XIX, e o domo, do século XVIII, sem torres. É imponente e chama a atenção.

No interior se encontram estátuas preciosas do século XVIII bem como rica decoração neo-renascentista e neobarroca. No entanto, estava na penumbra e não deu para apreciar.
Logo adiante, admiramos o belo prédio do Banco de La Nacion de Argentina. Apesar de tudo, o centro impressiona, pois aí se concentram prédios antigos imponentes. Me lembrei que quando estive em Buenos Aires em 1993 fiquei encantada com esses prédios, que foram construídos na época em que a cidade estava no seu apogeu. Apresentam uma mistura de tendências, de estilos europeus, da França, Espanha e Itália. Anotei, então, uma impressão diferente da cidade: "bonita, civilizada, bem organizada, sem camelôs, sem miséria aparente, semelhante a algumas cidades europeias como Paris e Madrid".

Dica que tivemos de um amigo argentino de minha filha:
Percorrer a Av. de Mayo inteira, da Plaza de Mayo até a Plaza Congreso e, no caminho, entrar no Café Tortoni para um lanche.
Infelizmente, não deu. Temos que voltar breve, pois é uma dica valiosa.

Caminito
Caminito

Continuando o city tour, passamos pela belíssima construção da Igreja Ortodoxa Russa, com suas cinco cúpulas turquesa coroadas por cinco cruzes direcionadas para o Oriente: a mais alta representa Jesus e as outras quatro os evangelistas. Infelizmente, o ônibus não parou. Gostaria de ter visitado essa igreja cujos altares foram trazidos de San Petersburgo no início do século XX.
Vou tomar nota pra não deixar de visitá-la na próxima viagem a Buenos Aires. A seguir, chegamos ao bairro La Boca e a primeira coisa que o guia nos apontou foi o Estádio do Boca Juniors. Esse estádio de futebol, que é conhecido como "La Bombonera", é um ícone do bairro, de Buenos Aires e da Argentina.
A outra atração desse bairro é o Caminito que, por sua localização próxima ao porto, foi habitada por muitos estrangeiros que chegavam para trabalhar. Parte do bairro foi restaurada e hoje é atração turística: casas engraçadas, pinturas murais caprichadas, quadros à venda com motivos locais, lojinhas de suvenires, casais dançando tango na rua. É engraçadinho, mas já muito batido. No entanto, estava cheio de gente fotografando.
O Caminito tem uma característica peculiar: as casas são construídas com tábuas de madeira, placas e telhas de metal e pintadas com muitas cores. Isso porque, quando os estrangeiros - principalmente espanhóis e italianos - construíam suas casas, usavam as tintas que sobravam dos navios do porto para pintá-las.
Tiramos fotos foi num mirante na beira do Rio Prata. Céu rosado de final de tarde. Gostei mais desse visual.

Puerto Madero
Esse porto antigo, que tinha sido desativado quando um porto maior e mais moderno (Puerto Nuevo) foi construído, ficou abandonado até 1989, quando o governo municipal decidiu urbanizar a área, o que interessou à iniciativa privada.
O governo municipal iniciou, com o apoio da cidade de Barcelona, estudos do plano de revitalização. Houve a convocação de um concurso nacional de ideias em 1991 e a partir desse surgiu o "plano mestre" para o novo bairro. A realização desse plano significou a maior obra do gênero realizada em Buenos Aires com um investimento total, por parte do Estado, de cerca de um bilhão de dólares. Além disso, houve um investimento estrangeiro maciço.

Esse plano resultou na regeneração da paisagem urbana. Foram abertas várias ruas e avenidas, que posteriormente receberam nomes de influentes mulheres latino-americanas. Promoveu-se a reciclagem e recuperação dos armazéns do lado oeste, que tornaram-se elegantes residências, escritórios, lofts, universidades privadas, hotéis de luxo e restaurantes. Foram criados também parques e monumentos. Puerto Madero foi dividido em 4 regiões, chamadas de "Diques".
É um dos projetos de renovação urbana mais bem sucedidos do mundo, feito em menos de duas décadas. Abriga alguns dos maiores arranha céus argentinos, construídos de frente para o Rio de la Plata, três hotéis 5 estrelas – Madero, Hilton e Faenza - além de diversos monumentos, como a Puente de la Mujer (Ponte das Mulheres), do arquiteto espanhol de Barcelona Santiago Calatrava.
Outra grande atração é o Museu de Arte Fortabat, que reúne a coleção pessoal da empresária argentina Amalita Fortabat. A coleção é formada por 230 obras de importantes artistas. Também a arquitetura do museu, em aço e vidro, é digna de ser observada.

Estava escurecendo e o tour chegando ao fim. Passamos ao largo por Puerto Madero, admirando de longe as atraentes construções. Ainda bem que tínhamos passado uma tarde visitando esse bairro tão badalado quando estivemos em Buenos Aires em dezembro durante o cruzeiro. Senão teria ficado extremamente frustrada, pois pretendíamos voltar na véspera da partida para um drinque no Hotel Faena, seguido de jantar num dos restaurantes nos diques, mas devido ao frio não foi possível.

Última parada – San Telmo
Estava bem frio e já escuro quando lá chegamos. Mesmo assim, eu desci, bem agasalhada e enrolada no meu cachecol de lã.
A feira de antiguidades de San Telmo aos domingos é famosa, porém grande parte das barracas já estavam sendo desmontadas. Só deu pra dar uma olhada.
Entrei na igreja – San Pedro Gonzáles Telmo – construída pelos padres jesuítas em 1734 e considerada uma das mais antigas de Buenos Aires. A fachada é em estilo neocolonial barroco e possui detalhes decorados com azulejos brancos e trabalhos em estuque, típicos do Renascimento espanhol. Achei muito bonita. Como na Catedral Metropolitana, o interior também estava na penumbra, mas deu pra ver que nos altares se encontram belas imagens. Havia muita gente circulando e fotografando.

Quando saí, surpresa! Um conjunto típico formado de cinco músicos, inclusive um cantor bem afinado, iniciava uma apresentação de tango. Gostei! Fiquei por ali um pouco, ouvindo e fotografando.

27/06 – segunda-feira
Bem empacotada, a temperatura ainda muito baixa, saí para um passeio a pé, disposta a fazer um roteiro que tinha marcado no mapa. Segui a rua do nosso hotel, Vicente Lopéz, até a Montevideo, passando pela Plaza Vicente Lopez. Uma praça grande e arborizada, muito agradável. Continuei andando e cheguei na Av. Santa Fe. Não tinha idéia que ficava relativamente próxima do nosso hotel.

Andei um pouco pela Santa Fe e achei as lojas muito atraentes. Decidi voltar para algumas compras.
Na volta, pra variar, me confundi um pouco, e peguei outra rua, Av. Las Heras. Pedi informação a algumas pessoas, que foram muito prestativas, apesar do meu pouco compreensível espanhol. Aliás, uma senhora se despediu me desejando "Buon Giorno". Na certa pensou que eu era italiana...
Mas valeu ter me perdido, porque entrei numa confeitaria grande e bem sortida na Av. Las Heras.
Nos balcões, uma enorme variedade daqueles biscoitinhos deliciosos que são servidos para acompanhar o cafezinho aonde quer que você tome um. Não resisti à tentação e comprei uma caixinha.
Aliás, os Cafés são uma característica de Buenos Aires. Desde a primeira vez que lá estive, com eles me encantei. Em geral, são salões espaçosos, arquitetura de época, Art Nouveau, Art Deco, ares de Paris. No interior, decorações charmosas, fotos antigas. Entra-se e pode-se fazer uma refeição ligeira, um lanche, ou simplesmente tomar um café, que é delicioso, espumante, e vem acompanhado dos tais biscoitinhos e de uma jarra com água. Deliciosos, também, são os pãezinhos folhados e as medialunas (o croissant local).

almoço – no El Establo – no centro, perto da Florida
Tínhamos estado lá em dezembro e o Cardoso queria voltar. Restaurante antigo, tradicional. Cheíssimo. A carne é excelente. Comemos bife de lomo, que é o nosso filé-mignon. Macio, saboroso, no ponto certo. Para acompanhar, batatas fritas sequinhas, deliciosas. Para beber, chope.
Garçom apressado, meio brusco, no final se desculpou e nos serviu um cálice de licor de limão, de brinde. Simpático!

Tarde de compras. Na Florida, Recoleta e Santa Fe. Entramos, também, nas Galerias Pacifico, que tem belas pinturas murais na cúpula central. Vale a pena uma visita.

Café de los Angelitos
Café de los Angelitos

Noite – show de tango – no Café de los Angelitos
Foi nos recomendado pela guia como sendo um show luxuoso, realizado num local histórico.
Realmente, o salão desse Café é antigo e tem uma bela decoração. O show acontece num teatro na parte detrás do Café. Ambiente mais aconchegante do que o das outras casas de show onde tínhamos estado antes. Jantar muito gostoso, bem servido, taça de vinho e sobremesa.
O show se inicia com os pares entrando pelos corredores laterais do salão. As moças usando vestidos lindos, românticos, tons pasteis, levando uma sombrinha aberta combinando, e os rapazes, ternos das mesmas cores. Já me agradou.
É um show mais refinado. Os casais, em número de seis, dançam muito bem e a orquestra típica é excelente. Houve dois números com seleção de músicas do Piazzola, meu compositor de tangos preferido. Vibrei!
Dei nota dez para esse show, mas Cardoso prefere os shows mais tradicionais. Estava gelado quando saímos mas a van nos esperava na porta e deu uma volta pela cidade iluminada.
Adorei a noite!!!

28/06 – terça feira
Último dia na cidade. Cinco noites, quatro dias. Pouco tempo para mim, ainda mais que com o frio que fez a gente ficou limitado.
Pela manhã, em vez da minha caminhada, bem agasalhada e andando rápido, tão benéfica, saímos para comprar alfajores. Bem próximo ao hotel se encontra uma loja da Havana, a marca mais turística, mas de boa qualidade. Tem uma grande variedade. O tradicional com doce de leite, outro com recheio de chocolate e, também, de nozes. No fim do ano compramos a rosca, que é deliciosa. Dessa vez, não encontramos.
Estava uma manhã bonita, ensolarada, e as ruas cheias de gente. Muita gente, também, sentada nas mesas do lado de fora dos cafés, curtindo o sol.

Pegamos um taxi para ir a Palermo Soho, almoçar no Bar 6, restaurante indicado por uma amiga conhecedora do bairro. Gostamos do salão, bem transado, e achamos a comida deliciosa. Foi, para mim, a melhor refeição que fizemos em Buenos Aires.
Numa mesa próxima, um grupo de senhoras falantes, animadas, comemorando um aniversário. Me lembrei do meu grupo de amigas.
Depois do almoço, comprinhas pelas ruas próximas. O movimento no bairro estava bem diferente do sábado, mais tranqüilo.
Voltei à Av. Santa Fé para mais algumas compras. Na minha opinião essa é a melhor rua de comércio da cidade.

Jantar – novamente no hotel, por causa do frio, que se manteve constante.
Tomamos antes um Manhatan, de despedida. Muito bem preparado, servido com deliciosos salgadinhos.

29/06 – quarta-feira
Volta pelo voo das 11 horas da manhã.

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