Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017

Barcelona

Plaça de Catalunya

Foto: Plaça de Catalunya

(de 12 a 16/10/2004)

Sem dúvida alguma, o ponto alto desta nossa viagem, primeiro pelo interior de Portugal e seguida de visita a Lisboa, foi a fase final espanhola em Barcelona, cidade que há longa data desejava conhecer.

A arquitetura
Capital da Catalunha, Comunidade autônoma, com seu próprio governo e língua, Barcelona é uma cidade palpitante, alegre, na qual se fundem em harmonia Antiguidade, Modernidade e Contemporaneidade. A história de Barcelona remonta a tempos muito antigos e há belíssimas edificações dos períodos Românico, Gótico, Barroco e Renascentista, porém, o que dá à cidade seu toque característico são as construções empreendidas durante os últimos cento e vinte anos, onde se distinguem especialmente os trabalhos de Antoní Gaudí e dos arquitetos seus contemporâneos.
Fiquei maravilhada com essa diversidade de estilos arquitetônicos. Não me lembro de ter visto nada igual nos muitos lugares por onde andei, uma convivência eclética tão bem resolvida, que abrange desde a imponente Catedral de Santa Eulália, cuja construção se iniciou no final do século XII, seguindo os padrões do estilo gótico catalão, até a não menos impressionante Catedral da Sagrada Família, a qual Gaudí dedicou 40 anos de sua existência, e que ainda não está concluída.
Essas duas catedrais, símbolos de Barcelona e de duas épocas tão distintas, bem representam o que lá acontece em termos de arquitetura e história da arte, um renovar constante, ousado, visando a lançar a cidade para o futuro, porém preservando os laços com suas origens. Eu, Myrthes, também sou assim: adoro novidade, coisas modernas, ousadas, mas tenho essa ligação forte com o passado, a antiguidade, as origens. Provavelmente foi por isso que a cidade tanto me cativou.

Dificuldades
No entanto, nossa primeira impressão não foi assim tão favorável. Na chegada, a informação sobre o ônibus do aeroporto foi imprecisa e, cansados devido a um atraso grande na partida do avião em Lisboa, acabamos tomando um táxi. O motorista, após ter percorrido uma longa avenida, começou a dar voltas e, mal humorado, nos informou que não conhecia nem o hotel nem a rua onde fica. Achamos estranho, pois tinha sido reservado por nossa agente de viagem, que sempre escolhe hotéis bem situados. Finalmente, após muita consulta a mapa e telefonemas dele no celular, deu mais uma volta grande e nos deixou na porta, cobrando bem mais do que o devido, de acordo com o valor dado pela moça do balcão de informação turística do aeroporto.
Tentando recuperar o tempo perdido, deixamos as malas no quarto e saímos para procurar um lugar para jantar, meu marido já de má vontade com os motoristas de táxi. Resolvemos andar. Tínhamos muitas dicas, das atrações imperdíveis, dos museus imperdíveis, dos restaurantes imperdíveis, dos transportes mas, falha minha por não ter consultado um mapa antes, não tinha nenhuma noção da disposição da cidade. Fazia uma idéia completamente diferente. Achei que tudo ficava em torno das Ramblas, o ponto mais mencionado por todos que conheciam Barcelona. Não conseguimos encontrá-las, aliás não vimos nada que nos chamasse a atenção nesse primeiro contato. Só no dia seguinte, já mais orientados, é que descobrimos termos andado para o lado contrário das atrações. Não jantamos mas, sem querer, descobrimos as “tapas” numa “cerveceria” próxima ao hotel, bastante satisfatória. Provamos algumas, também a cerveja, e voltamos ao hotel com outro ânimo.

Bus Turistic
Para quem visita a cidade pela primeira vez e vai ficar poucos dias, uma opção bastante conveniente é o Bus Turístic, um serviço dos Transportes Metropolitanos de Barcelona. Por um preço bem accessível, ainda desconto para dois dias, oferece duas rotas: a Ruta Vermella, percorrendo as atrações da parte norte, e a Ruta Blava, percorrendo as da parte sul. São ônibus confortáveis, com um deque aberto no andar de cima, e funcionam no sistema “sobe / desce”, isto é, o turista pode saltar em qualquer atração e embarcar novamente depois de um certo tempo. Têm o acompanhamento de uma guia, que dá as explicações em catalão, espanhol e inglês. O ponto de partida é na Plaça de Catalunya, o centro nevrálgico da cidade, onde se adquirem os tíquetes. As duas rotas iniciam seu trajeto pelo Passeig de Gràcia, na minha opinião a avenida mais bonita de Barcelona. Além dos edifícios espetaculares dos arquitetos modernistas, me chamaram a atenção várias outras construções, em estilos ecléticos, muito bem conservadas e muito elegantes. Nos andares térreos, lojas chiquérrimas. À noite, então, com tudo iluminado, restaurantes e cervecerias abertos e cheios, um monte de gente passeando nas calçadas, é um show. Não dá pra perder...
O ideal é fazer a rota azul (Ruta Blava) no primeiro dia pois ela percorre a maior parte das atrações, inclusive a zona do porto, toda modernizada, e vai terminar no Barri Gótic, que abriga a maior parte do que resta da Barcelona medieval e inclue alguns dos monumentos mais interessantes da cidade.
O gostoso aí é mesmo andar a pé, se enfiando pelas ruelas estreitas, deparando com uma jóia aqui, outra ali, até alcançar a praça central e se deslumbrar com a Catedral. Vale lembrar que nessas ruazinhas se encontram restaurantes, confeitarias e cafés com mesinhas ao ar livre, onde se pode sentar e descansar bebericando alguma coisa.
A rota vermelha (Ruta Vermella) se detém mais nas obras de Gaudí, grandiosas à primeira vista, mas que requerem um conhecimento prévio de sua vida e sua arte para serem melhor compreendidas.
Muito nos facilitaram a vida os Bus Turistic, e pouparam nossos pés. Nos deram uma visão geral da cidade. Pudemos, então, nos outros dois dias, visitar alguns museus e igrejas, perambular pelas Ramblas, de novo pelo bairro gótico e pelas ruas simpáticas em torno do nosso hotel, usando como meio de transporte para distâncias maiores o prático e abrangente metrô.
Nem é preciso dizer que esses quatro dias não foram suficientes para mim, insaciável quando chego num lugar novo e me apaixono, ainda mais nessa cidade de muitas faces e tanto para se ver. Mas deu para sentir o gostinho e querer provar mais...

A arte
Fascinada, comprei um guia mais incrementado para melhor entender esses múltiplos aspectos de Barcelona. Estão relacionados aos diferentes períodos de sua história, que determinaram os estilos artísticos e arquitetônicos, mas certamente, também, à criatividade de seu povo.
A Catalunha tem uma excepcional coleção de edifícios medievais, construídos entre os séculos 11 e 13 num estilo românico local típico. São mais de dois milhares, a maioria igrejas. As construções situadas nos Pirineus, que escaparam tanto de ataques como da modernização, sobreviveram muito bem.
Sou grande apreciadora da arte românica e tive ocasião de visitar alguns templos no interior da França, porém não tinha conhecimento desse tesouro nas montanhas catalães. Sabia, sim, de um museu de arte românica em Barcelona, mas não estava preparada para as riquezas aí expostas. Fiquei assombrada!
Com o intuito de preservar e de evitar que obras tão valiosas saíssem da Espanha, como já tinha começado a acontecer, o Board of Museums se empenhou em adquirí-las e removê-las para um museu em Barcelona. Para que isso fosse possível, adequaram-se as instalações do museu, inclusive construindo algumas absides e, usando-se técnicas altamente sofisticadas, procedeu-se à instalaçao dos altares e pinturas murais. O resultado é surpreendente, como se a gente estivessse visitando essa igrejas antiquíssimas, uma em seguida à outra. Além dos afrescos podemos admirar, também, belíssimas esculturas e peças originais, inclusive crucifixos.
Atualmente, essa coleção, assim como as de arte gótica, renascentista e barroca, se encontram no Museu Nacional d’Art de Catalunya, situado no suntuoso Palau Nacional. Essa visita foi um dos pontos altos de nossa estada.

Prosperidade e expansão
Outro período de prosperidade e expansão aconteceu entre 1213 e 1276, sob o domínio de Jaime I, e no final do século 13 a Catalunha dominava os mares. Durante seu reinado Barcelona se expandiu. Os muros da cidade, reconstruídos, passaram a abranger uma área dez vezes maior que a incluída pelo velho muro romano, e belas mansões apareceram no novo Carrer Montcada – carrer- rua, em catalão. Em uma delas, acrescida de outras de períodos posteriores, e circundada por um belíssimo pátio gótico, se encontra o Museu Picasso.
Data desta época a Igreja de Santa Maria del Mar, mandada construir por comerciantes e donos de estaleiros, como agradecimento. A construção durou cinquenta e cinco anos, tempo recorde para a época. Em puro gótico catalão, é a única a manter uma unidade de estilo, dada a rapidez com que foi erigida. Menor e mais simples do que a Catedral, é no entanto belíssima. Imprescindível visitá-la.
A Catedral de Barcelona foi construída entre os séculos 13 e 15, mas não ficou terminada até o fim do sec. 19, quando a fachada principal ficou pronta. Está situada no coração do Barri Gòtic. É imensa e o claustro uma pequena maravilha.
Seguindo-se a um período de declínio, Barcelona foi a primeira cidade espanhola a se industrializar, principalmente em torno da manufatura de algodão, a partir de matéria-prima que chegava das Américas. Isso trouxe trabalhadores imigrantes e crescimento populacional; em 1854, a cidade ultrapassou as muralhas medievais, que foram derrubadas para permitir seu desenvolvimento.

Exposição Universal
Para ostentar sua crescente riqueza, Barcelona sediou em 1888 a Exposição Universal, no Parc de la Ciutadella. Este parque, com uma área de 300 mil metros quadrados, fora anteriormente o sítio de uma grande cidadela em forma de estrela. Em 1878 a cidadela foi destruída e a área doada à cidade, para se tornar, em 1888, o lugar das instalações da Exposição Universal. O portão principal da Exposição é o chamado Arc del Triomf, uma das edificações que me intrigaram logo na nossa chegada pelo seu estilo insólito. Foi em torno dele que o motorista de taxi ficou rodando, para depois de muito tempo descobrir que fica a apenas alguns passos do nosso hotel. Não achei o arco bonito, nem com cara de Arco de Triunfo, mas tenho que convir ser bastante chamativo e, depois, nos serviu sempre como marco. Só mais tarde, de posse do guia, é que fiquei sabendo de sua estória e de sua função. “Foi projetado por um importante arquiteto catalão, construído em tijolos, em estilo mudéjar, com esculturas representando o artesanato, a indústria e os negócios.” Até agora ainda não consegui descobrir o significado de mudéjar , mas deve ter alguma coisa a ver com a arquitetura árabe, por causa do vocábulo e, também, da aparência do monumento.
Procedeu-se a uma remodelação completa da cidade para a exposição. Houve algumas demolições e a expansão urbana foi cuidadosamente planejada. Foram contratados arquitetos de muita imaginação e surgiram alguns edifícios suntuosos, como o Palau de la Música Catalana, o Teatro de Ópera Liceu e o mercado La Boqueria. O Monument a Colon foi, também, projetado para esse evento. Chama logo a atenção porque é uma estátua de bronze muito alta – Colombo apontando para o mar- e é um marco de Barcelona.

Modernisme e Gaudí
Foi nessa época que o estilo conhecido como Modernisme floresceu. Esse movimento é contemporâneo e semelhante aos conhecidos Art Nouveau da França, Modern Style da Inglaterra e Jungendstil da Alemanha e Áustria, onde tive a aportunidade de conhecer as obras dos arquitetos austríacos e do pintor Gustav Klimt.
Na Catalunha, tomou uma personalidade própria, uma característica única, em muitos aspectos vanguardista.
Sem dúvida alguma, o arquiteto que mais se destacou foi Antoni Gaudí, mas houve outros igualmente representativos. Confortavelmente sentados no deque do ônibus turístico, num dia de sol mas de brisa fresca, tivemos nosso primeiro contato com as obras desses arquitetos. Logo no primeiro quarteirão do Passeig de Gràcia, nosso olhar foi atraído por algumas construções fantásticas. Magnetisados, começamos a fotografar, imitando ou imitados por todos os outros turistas. Aí estão quatro das mais famosas casas modernistas: no n° 35 a Casa Lleó Morera, de Lluís Domènech i Montaner; a Casa Battló, de Antoni Gaudí; (Illa de la Discordia) Dois quarteirões adiante, a Casa Milá, também do Gaudí, cujo ondulado da fachada nos remete ao mar. Genial! Já tinha ouvido falar muito sobre essas obras e visto fotos, meu antigo professor de História da Arte era grande apreciador de Gaudí e Cia., mas o impacto que se sente admirando-as ao vivo é indesctritível. São realmente espetaculares, tanto na planta como nos elementos decorativos.
Posso entender que haja muita gente que não gosta do trabalho desses arquitetos, porque foge a tudo que é convencional, dentro dos padrões. Eu própria, antes, fazia certas restrições. Mas ao vê-las me rendi. Ante a criatividade, a imaginação, a audácia. Também, ante o profundo conhecimento de formas e cores desses artistas modernistas, que tornaram possível uma solução final tão extravagante, mas ao mesmo tempo de visual tão requintado.
No dia seguinte, seguindo a Rota Vermelha, outro impacto ao avistarmos a Catedral da Sagrada Família. Essa construção, a qual Gaudí dedicou 40 anos de sua vida, ainda se encontra inacabada. Projetada para ter três fachadas e dezoito torres, por ocasião da morte do arquiteto somente três torres e a primeira fachada estavam terminadas. Atualmente duas fachadas e oito torres estão concluídas e há uma grande controvérsia sobre a conveniência de terminar a catedral seguindo a idéia original de Gaudí. No entanto, os trabalhos não foram suspensos e ao lado das torres da catedral se erguem as altíssimas estruturas de aço da obra. Impressionante!
Na parada seguinte mais Gaudí. Saltamos para visitar o Park Güell, um delírio. Passeamos pelas alamedas admirando “algumas das criações mais coloridas do explosivo Gaudí”e subimos a escada dupla que dá acesso à Sala das Cem Colunas. Sentamos para descansar no imenso banco curvo que delimita o terraço superior, todo decorado com mosaico de cacos de cerâmica em cores e tamanhos diversos formando uma gigantesca colagem abstrata. O uso dos materiais e as formas e cores aí empregadas fazem com que Gaudí seja considerado um precursor habilidoso de uma arte que ainda não existia – a Pop Art. Na descida fiz questão de molhar a mão na água que sai da boca de um imenso dragão e tive que disputar a vez com muitos outros visitantes. Saí de lá meio atordoada, mas satisfeita por ter tido a chance de conhecer um parque tão absolutamente diferente de qualquer outro.

Montjuïc
O lugar de Barcelona como cidade-vitrine confirmou-se na Feira Internacional de 1929 em Montjuïc.
A colina de Montjuïc tem 213m de altura e se ergue sobre o porto comercial no sul da cidade. Essa área se transformou completamente ao ser escolhida como local para a Feira. Foi construída uma imponente avenida, a Avinguda de la Reina María Cristina que, ladeada por enormes salões de exposições, leva até a Plaça d’Espanya, onde se erguem dois campanários inspirados nos da Praça de São Marcos em Veneza. No meio da avenida fica a Font Màgica, à vezes iluminada com luzes coloridas. Pena que não tivemos a oportunidade de ir lá à noite, pois deve ser um espetáculo. Apreciamos esse conjunto do alto e tiramos uma ótima foto. Faltou tempo e pernas para ver de perto! Prosseguimos nossa caminhada e chegamos ao Pavelló Mies van der Rohe, uma obra característica da época, que reflete a filosofia “less is more” própria do arquiteto alemão. Foi por ele projetada para representar seu país na Exposição. Achei a construção, em mármore, vidro e aço, muito elegante, mas não entramos. O tíquete era muito caro e, de fora mesmo, admiramos a bela escultura “Manhã”. Do outro lado da rua está a Fundació Joan Miró, mas deixamos para visitar depois. Bem na parada do ônibus turístico fica a CaixaForum. Não sabíamos o que era, mas fomos atraídos pela originalidade do prédio e pelos cartazes de duas exposições. Visitamos ambas e gostei muito dos trabalhos do artista mexicano Jorge Pardo. Ele fez o projeto para um salão onde estão expostas obras de importantes artistas contemporâneos. As paredes são todas revestidas de tecido vermelho e espalhadas pela sala estão penduradas algumas enormes luminárias, também em tons de vermelho, extremamente decorativas. Surpreendente! Descobri que a CaixaForum é um centro social e cultural. Está instalado numa antiga fábrica textil construída em 1911 pelo arquiteto modernista Puig i Cadafalch, recentemente restaurada. Aí deu para entender a originalidade da construção.
Mais acima fica o majestoso Palau Nacional, principal edifício da Feira, que atualmente abriga o Museu Nacional d’Art de Catalunya. Uma visita a esse museu é imprescindível para quem gosta de arte, especialmente arte românica.

Vila Olímpica
Nosso tour de dois dias no Bus Turístic se encerrou no Port Olímpic, onde se pode constatar a transformação urbana mais importante impulsionada pelos Jogos Olímpicos de 1992. Compreendeu a construção desse porto e a regeneração de toda a área em torno. A Vila Olímpica deu origem a um moderno bairro residencial e as praias foram recuperadas para banho e lazer. Ao longo da marina se encontram vários restaurantes especializados em frutos do mar. É um local agradabilíssimo para se passear e fazer uma refeição.

Ainda havia tanta coisa a fazer nos dois dias restantes que não demos conta. Eu queria flanar um pouco pelas redondezas do nosso hotel. São ruelas interessantes, ladeadas por um comércio de bairro muito atraente. Dá vontade de entrar nas lojas e fazer algumas compras. Num largo próximo, por acaso, descobrimos a igreja mais antiga de Barcelona – Sant Pere deles Puel-les – do século VII, de acordo com o encarregado. Ele nos informou, com orgulho, que vem gente de toda a Europa se casar ali, por causa de suas características. Tem pinturas murais em alguns altares e imagens bem antigas. Uma jóia de descoberta!
Eu queria, também, flanar pelas Ramblas e pelo Barri Gòtic.

Las Ramblas e Barri Gòtic
Antes da viagem, quando falava que ia a Barcelona, todo mundo imediatamente me dizia para não deixar de ir às Ramblas. Como se isso fosse possível! A histórica avenida de Las Ramblas é cheia de vida durante as 24 horas do dia. É uma verdadeira loucura. Tem tudo que se possa imaginar – bancas de jornal, pássaros engaiolados, flores, leitura de tarô e artistas de rua se exibindo no largo calçadão central. Nas calçadas laterais, muitas cervejarias e restaurantes. E, por todo lado, gente, muita gente, andando de lá para cá. Achei um barato, mas fiquei um pouco zonza com tanta confusão...
Já o Bairro Gótico tem mais a ver comigo, embora também fique cheio de gente andando de lá pra cá. As casas são espetaculares, as praças encravadas entre as ruas estreitas um charme e as igrejas todas têm que ser visitadas. Haja tempo! A Catedral é a mais impressionante, seguida da de N. Sra del Mar, a favorita doas catalãos. Mas adorei a de N. Sra del Pi - velinhas coloridas acesas por todo lado – me encantei com uma imagem austera de N. Sra de Montserrat. Será que é românica? Me pareceu. Visitamos o Museu Picasso, com um acervo riquíssimo, doado pelo próprio artista. Não deu para muito mais. Que pena!
Porque eu queria, também, fazer umas comprinhas no El Corte Ingles, a excelente loja de departamento espanhola com duas filiais em Barcelona. Uma tentação!

A noite
E a noite? Perdemos a primeira porque ficamos assustados com a estória da turista inglesa do nosso hotel cuja bolsa tinha sido roubada na rua. Mas fomos à forra nas outras. Comemos paella no Botafumero, restaurante muito recomendado, porém achamos caro, e passeamos pelas redondezas. Na última, a mais divertida, passamos pela Plaça Catalunya com as belas fontes iluminadas e andamos para baixo e para cima no Passeig de Gracia, com as ricas lojas também iluminadas. Um espetáculo. Terminamos comendo tapas numa cervejaria movimentada, no proprio Passeig, e foram as melhores. Realmente deliciosas!

Na manhã do último dia, um pouco às pressas pois devíamos deixar o hotel ao meio dia, visitamos o Palau de la Música Catalana. Fecho de ouro!

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